Os melhores links da semana (29/52)

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Um compilado das minhas melhores leituras da semana, organizado por temas.

Viagens

Um guia completo para desfrutar da Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros: http://www.dentrodomochilao.com/2016/07/cachoeira-santa-barbara/

Filhos

Uma reflexão bem pesada e foda sobre como impomos a ideologia do “adultismo” às crianças, e como isso pode ser opressor: https://larmontessori.com/2016/07/11/adultismo-e-montessori/

Cozinha

Ainda não testei, mas tô doida pra provar essa receita de petit gateau de doce de leite: http://technicolorkitchen.blogspot.com.br/2016/07/petit-gateau-de-doce-de-leite-uma.html

Outras coisas

11 atividades online melhores do que ver a timeline do Facebook (só pra gente lembrar quem é que manda aqui): http://www.meutedio.com.br/2016/07/11-atividades-melhores-que-ver-timeline-facebook.html

Um planner de refeições que eu queria muito comprar, mas agora não posso (mas vai que rola alguém me dar de presente, né?): http://www.academiacraft.com/planner-de-refeicoes-a-craft/

Os mistérios que rondam a Virgem de Guadalupe, padroeira do México (CARALHO, VELHO!): http://www.mundogump.com.br/o-misterio-da-virgem-de-guadalupe/

Revisão de meio de ano

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Quase um mês depois do meio do ano, é verdade, mas eu precisava botar essa revisão pra fora em forma de texto, porque 2016 tem sido um daqueles anos em que as coisas mudam praticamente todo mês. Observando o meu planner do ano, pude perceber como as coisas mudaram tanto e tão rápido, em meio ano apenas.

2016 começou sem muitas novidades, estávamos de férias viajando e eu pretendia ver o que faria da minha vida quando voltássemos, sendo que a ideia inicial era pegar pesado com a Doce Nostalgia, ao mesmo tempo em que eu ia levando minha vida pacata de mãe e dona de casa.

Os meses se passaram, eu não consegui investir nos doces da forma como gostaria e me vi numa situação em que pude perceber que ser “apenas” mãe e dona de casa (como se isso fosse pouco, né?) não seria suficiente pra mim. Eu precisava de alguma maneira reassumir o meu protagonismo profissional, e arranjar algo que me fizesse sentir inteira de novo.

Olhando pra trás hoje, eu acho que o que eu queria na verdade era criar um espaço onde eu pudesse ser algo além de mãe, ou até mesmo que eu pudesse não ser mãe. Foi complicado, porque não tinha nenhuma intenção de voltar pra agência, e ser planner. É um compromisso de vida pra mim ter uma rotina menos pesada, mas eu precisava começar de algum lugar.

Foi quando decidi retornar ao mercado como produtora de conteúdo. Parecia uma ideia meio doida, mas eu fui lá e tentei. Eu diria que foi uma decisão bastante acertada, porque tenho trabalhado de casa, voltei a ter renda e me sinto bastante feliz com o que faço. Não tenho mais o peso de liderar equipes, ou de ter uma carga horária que vai além dos meus limites. E escrever é um trabalho que me causa muito prazer.

Eu diria que me achei de novo na minha carreira. Trabalhar tem me permitido exercitar a mente, e também tem me permitido aquela folguinha de ser mãe que eu precisava tanto. Há pouco mais de um mês, João está com uma babá por meio período, que ele adora e tem ajudado muito no desenvolvimento dele.

Só isso já foi o bastante pra me fazer evoluir. Eu tinha retomado outros planos, como a Doce Nostalgia, e desenhado outros novos, mas nessa última semana tive que parar, respirar e redesenhar tudo, em virtude dos recentes acontecimentos, que serão assunto pra um post novo em breve.

Até agora, a maior lição de 2016 tem sido a de que tudo se ajeita. Eu consegui um jeitinho de voltar a trabalhar, e ao mesmo tempo, poder estar em casa com João. Desacelerei bastante e sinto que foi a melhor coisa que fiz na vida. Às vezes a ansiedade aumenta, e se eu não me controlar, começo a me distanciar do projeto de vida que escolhi pra mim.

E é por isso que essas reflexões são tão importantes, porque elas ajudam a gente a ver o lado bom, e os aprendizados de tudo que passamos ao longo do ano. Espero chegar ao fim de 2016 com as coisas ainda mais em ordem e desaceleradas do que estão agora, e confesso que vou ficar feliz se eu não precisar alterar tanto os meus planos como precisei fazer nesses últimos meses. É esperar pra ver.

Pelo nosso primeiro ano

Querido Jojoco,

Hoje eu reparei que as unhas do meu pé estão enormes, e que eu teria que usar um sapato fechado pra sua festinha de um ano. De vez em quando eu me pergunto que tipo de pessoa foi essa que me tornei, que não tem 5 minutos nem pra cortar a unha do pé. Será que eu não sou tão organizada assim? Ou será que bebês tomam mesmo para si boa parte da nossa energia vital?

Aliás, me desculpe por escrever essa carta. Você tem uma mãe do contra num nível quase patológico, o que significa que se um grupo de mais de 5 pessoas faz alguma coisa (tipo escrever blogs de cartas públicas para seus filhos), eu já acho cafona. Mas eu abri essa exceção na chatice, e espero que você entenda.

Mas voltando lá ao ponto inicial, eu mudei muito. Ontem fizemos a sua festinha, e eu passei o dia inteiro meio anestesiada, meio feliz, e meio angustiada também, um misto do turbilhão de emoções que foi esse nosso primeiro ano juntos. Percebi que ter resistido ao primeiro ano é algo que deve ser sim comemorado (e talvez seja por isso que as pessoas gastem tanto em festas de um ano).

Nós de fato vivemos esse último ano em total simbiose, e talvez a minha angústia, que me acompanhou em todos esses últimos dias, seja pelo fato de que o seu um ano seja o marco de que agora, mesmo que em passos lentos, começaremos a viver nossa vida nos separando, aos poucos.

Foi um ano difícil né? Ter filho é como estar num relacionamento complicado, do qual a gente não pode sair. Aliás, até pode, mas quando chega a virar as costas, dói tanto que a gente volta, mesmo sabendo que vai chorar de novo. Eu fui idiota com você em muitos momentos. Gritei, xinguei, taquei umas coisas no chão e te deixei chorando. Lembrar de cada coisa dessas que fiz me deixa mal num nível de fossa que eu desconhecia antes. Nunca deixarei de pedir perdão por essas coisas, apesar de saber que você nem se importa mais com isso.

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Uma das melhores fotos da semana, tirada pela dinda Ana <3

Eu só tenho a agradecer por você, meu queridinho. Por ser tão doce, tão disponível e sociável, tão risonho. Meu coração fica apertado sempre que eu penso que você vai crescer, e ter que aprender a lidar com as durezas da vida, e que talvez essas situações te endureçam um pouquinho. Não, eu não quero te proteger numa redoma, até porque eu sei que você é muito mais capaz de enfrentar o mundo que eu, mas eu não admito nem de perto a possibilidade de que você não seja uma pessoa feliz.

Na verdade, eu só queria escrever essa carta pra agradecer. É uma lista longa, e eu com certeza não vou me lembrar de tudo, mas eu agradeço pelos sorrisos e abraços que você me dá, e que me fazem esquecer que a vida é complicada. Pelas vezes que você se vira na cama, como se quisesse abraçar seu papai enquanto dorme. Pelo amor que a gente vê que você tem pelos nossos bichinhos, e que terá por todos os outros que passarão pelo seu caminho. Pela sua capacidade de olhar profundamente pra gente, e reconhecer o bom e o ruim, e conseguir abrir aquele sorriso gostoso, sem julgar, oferecendo sempre a chance de oferecermos nosso melhor a você. Agradeço pela possibilidade que você dá a mim e a seu pai de nos conhecermos, nos amarmos, e nos conciliarmos, assumindo fraquezas e expadindo a paciência e o perdão, em nome do seu bem-estar.

E não, eu ainda não cortei as minhas unhas do pé. Eu dei uma envelhecidinha, nunca mais fui à manicure, só me depilo quando dá. Salão, só quando é presente, e quando alguém se oferece pra cuidar de você um pouco. Para os outros talvez eu tenha ficado um pouco mais feia e desleixada, mas eu me sinto bonita, feliz, radiante, porque eu sou sua mãe, e você, nesse último ano, me transformou na melhor das pessoas. Ainda vai vir mais, eu sei.

Amo você, meu pequerrucho.

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