Desde a semana passada estou sentindo um pouco do excesso de cansaço que senti no início da gravidez retornar. Eu queria ter escrito esses dois posts anteontem e ontem, mas só pra vocês terem uma ideia, ontem às 21h30 já estava deitada para dormir… Então vai um post 2 em 1 antes que eu perca na mente as coisas que queria falar sobre minha mudança e a evolução da gravidez.

Sobre o primeiro tópico, como já dito anteriormente, estou à procura de um espaço maior, que possa acomodar a mim, João e os três gatos. Eu tinha planos de me mudar ainda este mês, mas a dona do imóvel pediu que eu ficasse até depois do Carnaval. Concordei, afinal de qualquer modo encerrarei meu contrato antes do fim sem ter que pagar rescisão. Apesar de mudança ser um tema que sempre me estressa muito, as coisas estão correndo tranquilamente até então.

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Na última segunda, tivemos a primeira vistoria da entrega. Foi um dia MUITO estressante pra mim, porque na época em que aluguei o imóvel eu omiti algumas informações sobre mim e minha rotina com medo de a dona não querer me alugar. Hoje percebo que isso me causa muito mais transtorno, e que são coisas bobas, que se eu tivesse tido uma conversa calma e honesta, não seriam empecilhos pra que ela me alugasse. Todo o stress, prejuízo e correria que essas mentirinhas me causam a cada vistoria não valeram nem um pouco.

Lá fui eu então. Levantei às 6h, fiz toda a correria pra não causar problema e enfrentei a vistoria. Foi tudo estranhamente tranquilo. Os gatos danificaram bastante os sofás com arranhados, mas a dona concordou em me vendê-los sem muita dor de cabeça. O único porém é que são móveis caros, “de marca”, e eu provavelmente vou desembolsar uma boa grana por eles. De qualquer forma, são móveis de ótima qualidade, e ficar com eles será um bom negócio.

Fora esse detalhe dos sofás, o restante do apê está limpo e bem conservado. Ainda teremos uma última vistoria, com o apê vazio, não acredito que vai surgir muito mais coisa. Estou satisfeita por ter sido um processo bem menos difícil do que eu imaginei. No geral, a preparação está dentro do cronograma. Em Dezembro guardei as coisas que não utilizo com frequência e fiz um destralhamento master, em que consegui cumprir a meta de me livrar de metade do volume das tranqueiras.

Agora em Janeiro estou vendo o que mais pode ser guardado e estou tentando ver qual a melhor maneira de tirar meus quadros sem danificar a parede (colei a maioria com fita dupla-face da 3M). Vou começar também a sondar novos apês. Quero estar com o imóvel escolhido até o Carnaval. No fim das contas, foi bom ter adiado a mudança em um mês, estou conseguindo fazer tudo bem calmamente. Se eu realmente tivesse que me mudar em Janeiro, as coisas estariam bem mais corridas e eu certamente estaria bem maluca. Vamos falar mais sobre isso daqui uns dias.

Sobre a segunda parte do post, ontem completei 4,5 meses, metade das 40 semanas estimadas da gravidez. Passou muito rápido, e tirando os momentos de exame, consulta e todo o cansaço e indisposição do comecinho, eu nem me senti tão grávida assim. Aliás, nesse momento, sinto um pouco de angústia, justamente por não estar me sentindo tão grávida assim.

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Eu já sabia que esse seria um momento da minha vida em que as pessoas dariam muito pitaco, e acho que nunca estive preparada pra isso. Desde o início, eu me apeguei à bandeira do natural e de tudo que isso envolve, e mesmo estando bem assessorada por médica e amigos, é muito difícil remar contra a maré. Isso me desanima um pouco às vezes.

Minha médica não me receitou vitaminas e nenhum suplemento, e eu abandonei o ácido fólico ao final do primeiro trimestre. Sei lá, meu instinto pediu e eu obedeci. Mas sempre que falo sobre isso com alguém ouço, quase em tom de acusação: “como assim você não toma suplementos?”. E aí quando vejo que eu só ganhei 3kg, enquanto outras grávidas já ganharam mais que o dobro disso, quando percebo que ainda não senti o João mexer (“como assim na 20ª semana você ainda não sentiu?”), quando ainda não me sinto tão grávida e deslumbrada com a maternidade, eu sinto alguma culpa. E quase sinto vontade de sucumbir a esse conceito industrial de maternidade.

Não chega a ser algo que me entristece ou incomoda o tempo todo, mas se tornou aquela vozinha dentro da cabeça sempre atormentando. Não me sinto mal ou doente, e ainda fico aqui, firme em ouvir a minha intuição, mas é algo que vou levar para discussão na minha próxima consulta. Enquanto isso, tenho tentado conversar com o João na barriga, e confesso que acho isso esquisito. Me sinto idiota e incomodada, mas mesmo assim eu forço. Geralmente quando envolvo os gatos na conversa, ou converso sozinha sobre outra coisa qualquer e aproveito pra pedir a opinião do meu filho, me parece mais natural o processo.

Já organizei toda a lista do enxoval, e esse mês já vou orçar o moisés e a cômoda, pra comprar assim que mudar. Organizei e defini tarefas para toda essa parte, mas percebi que esses custos vão me apertar muito mais do que eu imaginava. Até o nascimento, vou ser uma pessoa bem quebrada! Eu tinha me esquecido de me organizar para os primeiros meses com o bebê, para coisas triviais que serão mais complexas de fazer, tipo pagar uma conta no banco, ou ir ao supermercado. Mas já está na agenda pra ser organizado. Tenho achado muitas dicas interessantes no Pinterest.

No fim das contas, acho que agora tomei uma consciência maior do processo, e começa a bater um semi-pânico, ao ver o tanto de coisa que ainda tem pra fazer. Me sinto perdida às vezes, e gostaria de ter alguém com experiência no assunto para conversar (conversar de verdade, e não só dar pitaco a esmo). Por enquanto vou com o que tenho, internet, livros e grupos de apoio no facebook (que são legais, mas tem muito mais gente a fim de criticar e militar do que de fato ajudar). Estou querendo encaixar uma doula no meu orçamento, acho que seria um apoio bacana nesse momento.

É isso, acabei escrevendo demais. Apesar dos pesares, estou feliz e ansiosa, tentando viver com muito amor esses momentos. Espero estar mais tranquila nos próximos posts sobre o assunto!