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– “Você tem que tomar mais cuidado com as coisas que fala, pois acaba se expondo muito”.

– “Nem todo mundo entende sua posição política/ideológica, e você acaba ferindo as pessoas com certas coisas que diz”.

– “As pessoas tem medo de você por conta da forma como impõe suas ideias”.

– “As pessoas gostam de ter pessoas de personalidade forte como você como amigas, mas dificilmente vão querer algo além disso”.

Eu sempre soube que a autenticidade tem um preço, que muitas vezes é o isolamento. Pessoas autênticas quase sempre tem duas alternativas: se calar para se adequar, ou enfrentar o discurso odioso e segregacionista da intolerância. Eu sempre me considerei uma grande questionadora, e em muitos momentos até mesmo uma rebelde. E sempre ouvi essas frases aí de cima.

Há dias em que eu quero que o mundo se dane. Há outros, porém, em que eu me canso de lutar. É fadigante estar o tempo todo batendo de frente com alguém, tentando ser aceita. No geral, eu consigo lidar com tudo isso, até porque, se eu sou uma rebelde, certamente não sou uma sem causa. Meus estandartes morais e ideológicos me dão suporte, e os amigos verdadeiros me dão força.

A única questão que eu levanto é: será que alguém, em algum determinado momento, se para pra perguntar como eu me sinto? E se eu pudesse inverter as frases acima? E se elas pudessem ser:

– “Algumas pessoas se incomodam com o que você diz, mas tudo bem, elas entendem que faz parte das ideias que você defende”.

– “Você parece uma pessoa intimidante, mas fico feliz em ter me aproximado. De perto você me parece sensível. Admiro o respeito que você tem por mim, apesar de nossas divergências”.

– “Ter uma amiga autêntica como você me inspira. Não é fácil, mas se apartar da boiada é uma das coisas mais libertadoras que já me aconteceu”.

Depende de mim, ou dos outros?