Quase um mês depois do meio do ano, é verdade, mas eu precisava botar essa revisão pra fora em forma de texto, porque 2016 tem sido um daqueles anos em que as coisas mudam praticamente todo mês. Observando o meu planner do ano, pude perceber como as coisas mudaram tanto e tão rápido, em meio ano apenas.

2016 começou sem muitas novidades, estávamos de férias viajando e eu pretendia ver o que faria da minha vida quando voltássemos, sendo que a ideia inicial era pegar pesado com a Doce Nostalgia, ao mesmo tempo em que eu ia levando minha vida pacata de mãe e dona de casa.

Os meses se passaram, eu não consegui investir nos doces da forma como gostaria e me vi numa situação em que pude perceber que ser “apenas” mãe e dona de casa (como se isso fosse pouco, né?) não seria suficiente pra mim. Eu precisava de alguma maneira reassumir o meu protagonismo profissional, e arranjar algo que me fizesse sentir inteira de novo.

Olhando pra trás hoje, eu acho que o que eu queria na verdade era criar um espaço onde eu pudesse ser algo além de mãe, ou até mesmo que eu pudesse não ser mãe. Foi complicado, porque não tinha nenhuma intenção de voltar pra agência, e ser planner. É um compromisso de vida pra mim ter uma rotina menos pesada, mas eu precisava começar de algum lugar.

Foi quando decidi retornar ao mercado como produtora de conteúdo. Parecia uma ideia meio doida, mas eu fui lá e tentei. Eu diria que foi uma decisão bastante acertada, porque tenho trabalhado de casa, voltei a ter renda e me sinto bastante feliz com o que faço. Não tenho mais o peso de liderar equipes, ou de ter uma carga horária que vai além dos meus limites. E escrever é um trabalho que me causa muito prazer.

Eu diria que me achei de novo na minha carreira. Trabalhar tem me permitido exercitar a mente, e também tem me permitido aquela folguinha de ser mãe que eu precisava tanto. Há pouco mais de um mês, João está com uma babá por meio período, que ele adora e tem ajudado muito no desenvolvimento dele.

Só isso já foi o bastante pra me fazer evoluir. Eu tinha retomado outros planos, como a Doce Nostalgia, e desenhado outros novos, mas nessa última semana tive que parar, respirar e redesenhar tudo, em virtude dos recentes acontecimentos, que serão assunto pra um post novo em breve.

Até agora, a maior lição de 2016 tem sido a de que tudo se ajeita. Eu consegui um jeitinho de voltar a trabalhar, e ao mesmo tempo, poder estar em casa com João. Desacelerei bastante e sinto que foi a melhor coisa que fiz na vida. Às vezes a ansiedade aumenta, e se eu não me controlar, começo a me distanciar do projeto de vida que escolhi pra mim.

E é por isso que essas reflexões são tão importantes, porque elas ajudam a gente a ver o lado bom, e os aprendizados de tudo que passamos ao longo do ano. Espero chegar ao fim de 2016 com as coisas ainda mais em ordem e desaceleradas do que estão agora, e confesso que vou ficar feliz se eu não precisar alterar tanto os meus planos como precisei fazer nesses últimos meses. É esperar pra ver.