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Sempre carreguei comigo uma impressão muito forte, amparada por fatos, de que sempre que estou a um passo de a vaca ir pro brejo, algo extraordinário acontece, pra me tirar do perrengue. Me lembrei disso nessa última semana, que foi que nem andar de montanha-russa.

Questões relacionadas a trabalho, um downsizing aqui, uma situação pendente acolá, e toda a minha rotina e planos para os próximos meses prestes a ruir. Eu estava arrasada. Lembrei do ano de 2011. Eu tinha acabado de pedir demissão num emprego, crente que ia passar no mestrado e viver de bolsa de estudos.

Passei na seleção e virei mestranda, mas fui a penúltima colocada. Isso significou que, com todo o otimismo do mundo, eu só veria a cara da bolsa em mais ou menos um ano. Não queria e nem podia voltar pra agência, porque as aulas do mestrado eram durante a semana, de tarde.

Foram 2 ou 3 meses muito complicados financeiramente, e quando eu esgotei praticamente todos os meus recursos, num daqueles dias que você se pergunta: “e agora, José?”, eis que surge um freela. Um tempo depois, na semana em que o freela acabou, fui pra uma agência em que consegui acertar um horário que me permitiu conciliar trabalho com o mestrado.

Outra situação marcante dessas foi a minha demissão do GDF há quase 4 anos: num dia de noite recebi a ligação informando meu desligamento. No dia seguinte, Éden, meu ex-chefe, me liga avisando de uma entrevista agendada em outro lugar. Menos de 24h depois eu estava na entrevista, fechando um freela que depois viraria uma contratação permanente.

Voltei à minha semana passada e me perguntei qual seria a minha salvação de última hora, e essa foi radical. A bendita solução chegou a exato 1 minuto da catástrofe, o brejo já tinha sujado as pernas e a barriga da vaca. Mas tudo enfim se resolveu.

Eu fui salva pelo gongo. Ou pelo anjo da guarda, como preferir. Só sei que eu fiquei devendo uma, seja lá pra quem for. Boa semana proceis.

P.S.: Vou tentar ilustrar os posts (semanais, eu espero), com uma frase legal que eu tenha lido por aí, e tenha escrito por aqui nos meus caderninhos.