Eu poderia usar esse título para qualquer um dos temas sobre o qual pretendia escrever hoje: uma reflexão sobre meu aniversário ou notícias sobre minha mudança. Desisti de escrever sobre o aniversário, porque não foi o melhor dos meus dias e eu não quero ser deprê. Resta-me a segunda opção.

Escrevi o último post com atualizações da mudança faz um mês, e de lá pra cá as coisas mudaram de uma maneira que eu não poderia prever (e por isso o título do post). Saí de “procurando um apê de 2Q bacaninha pra alugar” para “aluguei uma casa num condomínio e me mudo na próxima sexta”. Explico.

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Na última semana de Janeiro, o pai do meu filho chegou da viagem de férias e me propôs de morarmos juntos, para aliviar as despesas e para ele ficar mais próximo do nosso filho. Considerei uma proposta ousada, já que não temos um relacionamento. Além do que, eu moro completamente sozinha há 9 anos, tenho gatos e todas as outras questões que tive de considerar.

Por mais estapafúrdia que a proposta me parecesse de início, ao pensar um pouco melhor, acabei achando uma boa ideia. Aceitei, depois de entrarmos num acordo sobre algumas condições necessárias para uma boa convivência. Ele vai ficar próximo do filho, e todos nós teremos uma qualidade de vida bem melhor, morando numa casa.

Depois do aceite, foi a hora de buscar o imóvel: em uma semana encontramos uma casa e providenciamos o contrato. Brasília é uma cidade engraçada: alugamos um sobrado novinho de 3Q, dentro de um condomínio fechado (seguro e a 10 km do Plano Piloto), garagem, área de jardim, churrasqueira etc, e com as despesas divididas, vou economizar cerca de R$ 700 no combo aluguel + condomínio. Alô? Naonde que eu saio de um apê de 1Q e vou economizar isso tudo morando numa casa?

Desde a assinatura do contrato, a correria tem sido intensa: comprar coisas, contratar serviços, providenciar mudança… Esta aliás, será depois de amanhã. Na medida do possível está tudo correndo bem. Estou um pouco aflita pois não poderei botar a mão na massa, fui proibida de carregar peso. Vai ser um desafio ter que lidar com a ansiedade de ver tudo arrumado o mais rápido possível, e depender somente da ajuda alheia.

Mas sem dúvida, o maior desafio será isso de administrar essa vida de família moderna. Os comentários não são nada criativos: “vocês vão acabar se dando bem”. Sinceramente, não é uma prioridade essa discussão. Não me oponho a dar uma chance ao destino, mas como eu acabei de dizer, não é uma prioridade fazer um relacionamento amoroso dar certo.

Para que duas pessoas se acertem, é preciso aparar arestas, se entender, se conhecer profundamente. E antes disso, em ordem reversa no nosso caso, vem a rotina: conhecer e respeitar o espaço e as particularidades de cada um, ver como se dá o respeito pelas coisas que são sagradas a ambos. E mais do que tudo no nosso caso, colocar o bem-estar do João sempre à nossa frente.

Será uma jornada de grandes aprendizados, sobre a qual terei muito o que pensar e falar. Houve dias, desde a decisão, em que me senti arrependida, outros em que me senti empolgada. No fim das contas estou feliz e aliviada pelo fato de o João ter um pai tão idôneo e cuidadoso, e por eu não ter que passar por tantas coisas sozinha.

Eu tenho tentado praticar a crença de que a partir do momento em que tomamos certas decisões, o universo conspira a nosso favor. Estou contando com isso! Me desejem boa sorte… e até a casa nova!

Ah, a partir de amanhã de manhã estou com a NET desligada, por conta da transferência de endereço. Então não sei quando conseguirei postar normalmente de novo. Se tudo der certo, depois do fim de semana já estará tudo normalizado. :)